Quarta-feira, 2 de Abril de 2008

DEPRESSAO PÓS PARTO

Ter um filho é descrito como um dos momentos mais felizes na vida de uma mulher.
Ainda que partilhar a vida com um bebé possa ser bastante gratificante e recompensador, por vezes também pode ser difícil e angustiante.
Sabe-se que ocorrem muitas mudanças físicas e emocionais na mulher enquanto está grávida, bem como depois do parto.
O pós-parto é um período de risco psiquiátrico aumentado na mulher.
A depressão pós-parto pode ter uma intensidade variável, e é um factor que dificulta o estabelecimento de laços afectivos com o bebé.
Quando a intensidade dos sintomas não é persistente (até cerca dos seis meses após o parto), trata-se de uma disfunção emocional comum e geralmente ocorre na primeira semana depois do nascimento do bebé. Crises de choro, cansaço, humor deprimido, irritabilidade, ansiedade, confusão e lapsos de memória são os sintomas mais frequentes.
É importante deixar-se que a parturiente expresse o que sente, acentuando-se que tudo o que está a passar é normal nesta fase do seu ciclo de vida. Acomete cerca de 50% das mulheres.
No entanto, quando o quando clinico é mais agudo (depressão pós-parto propriamente dita), os sintomas persistem por mais tempo e em maior intensidade, sendo que requer intervenção psicológica.
Muitas vezes estas mulheres tornam-se incapazes de tomar conta dos seus filhos, passando por dificuldades em amamentá-los e satisfazer as suas necessidades básicas. Em casos extremos podem mesmo tentar o suicídio ou abandonar o bebé.
Estas mulheres beneficiam bastante com terapias de grupo, sendo que desta forma dispõem de um local privilegiado onde podem compartilhar o seu sofrimento com outras mulheres em situação análoga, sob orientação de um profissional. O atendimento psicológico individual também pode ser considerado em casos cuja gravidade pode perturbar o grupo, ou por preferência por esta modalidade.
A depressão pós-parto propriamente dita tem uma incidência de 10-20%.
Várias causas podem estar na erradicação desta doença, entre elas contam-se os factores biológicos (alterações hormonais), psicológicos (conflitos consigo mesma, com outros ou com o bebé) ou psicossociais (situação social e familiar, problemas decorrentes do parto, gravidez indesejada...).
Muitas vezes esta forma de depressão não é diagnosticada, ou se o é, não é feito um pedido de ajuda profissional. Importa não menosprezar os sintomas e estar atento à sua persistência, pois o tratamento deve ser iniciado o quanto antes de forma a minorar as consequências, tanto para a mãe, como para o bebé, e respectiva situação conjugal.
É importante que se divulgue informação acerca desta patologia, de modo a que seja possível diagnosticar e intervir num maior número de casos.
 
:

Bem Vindos ao meu Blog

MyCuteGraphics.com - Cute Glitter Graphics

Acerca de mim

Contador de Visitas

Hospedagem de Sites
Contador de visitas grátis

Users Online

online

Agosto 2009

Dom
Seg
Ter
Qua
Qui
Sex
Sab
1
2
3
4
5
6
7
8
9
10
12
13
14
15
16
17
18
19
20
21
22
23
24
25
26
27
28
29
30
31

posts recentes

DEPRESSAO PÓS PARTO

tags

acompanhamento em momentos de crise

adolescência

ajuda psicológica

alcoolismo

amor

asperger

ausência do blog

bipolar

bullying

cleptomania

consultas de psicologia

depressão

depressão na terceira idade

dislexia

esquizofrenia

hiperactividade

luto patológico

neurose fóbica

obesidade

pedidos de ajuda

pedofilia

psicologia

psicoterapia

sexualidade

sociedade

terceira idade

transtornos de personalidade

tricotilomania

todas as tags

Caixinha de diálogo

links

Bom Dia para todos

MyCuteGraphics.com - Cute Glitter Graphics