Segunda-feira, 29 de Setembro de 2008

O QUE OS MEUS OLHOS VEÊM: COMPREENDER A DISLEXIA

 

 A dislexia trata-se de uma desordem que acomete dificuldades de aprendizagem, apesar da instrução escolar ser convencional, as oportunidades sócio-culturais e o quociente de inteligência apresentarem normalidade.
É frequente que seja confundida com outros problemas de adaptação escolar, principalmente os de atraso desenvolvimental, dificuldades iniciais na aprendizagem da leitura e escrita, desordens afectivas, deficiência mental ligeira, entre outros.
Sabe-se que esta desordem depende, essencialmente, de distúrbios cognitivos associados a uma origem constitucional.
A necessidade de clarificação é fundamental para que tanto a escola como a família possam compreender este tipo de problema, de modo a que o aluno possa ser ajudado a superar as suas dificuldades. Por isso, é muito importante que os professores saibam valorizar os aspectos positivos do trabalho dos alunos.
Importa que os educadores não ignorem esta desordem, devendo estar atentos para os potenciais sinais de alerta: dificuldades na oralidade, dificuldade de associação de sinais gráficos às suas componentes auditivas, dificuldade em seguir orientações, défices de memorização auditiva, problemas de atenção e lateralidade (dificuldade em distinguir a esquerda da direita, e vice-versa).
É frequente a omissão de palavras e letras, bem como a troca das mesmas. Confundem, não raramente, palavras com significado concreto.
O diagnóstico precoce é essencial no processo de tratamento desta perturbação, por isso é crucial que os professores tenham formação especializada (pois são aqueles que passam mais tempo com as crianças), assim como meios de informação acerca de estruturas de apoio para estes alunos.
A intervenção costuma contar com uma equipa de profissionais, para que se possa intervir a diversos níveis.
“Com uma condução adequada os disléxicos podem realizar consideráveis progressos e atingir a habilidade necessária para ler com fins práticos. Isto é, podem chegar a ser capazes de interpretar notícias, propaganda, jornais e cartas, mas é provável que continuem leitores recalcitrantemente preguiçosos” (Critchley).
Não obstante, cada caso é idiossincrático, assim como cada indivíduo é único, não se podendo generalizar abusivamente esta afirmação. Tudo depende do grau de severidade e da precocidade de intervenção.
Fica a referência de um manual utilitário para potenciais pais destas crianças: “Vencer a Dislexia” de Sally Shaywitz (Porto Editora).  
:
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Psicóloga às 02:35
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1 comentário:
De leila a 17 de Fevereiro de 2010 às 21:13
oi, copiei a imagem acima , espero que vc nao se importe...abraços e seu blog é muito interessante.

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