Terça-feira, 4 de Março de 2008

CLEPTOMANIA: LADRÕES ANORMAIS?

 
 
A Cleptomania, comumente conhecida como o hábito que as pessoas ricas têm para roubar, é uma perturbação que tem gerado bastante controvérsia na nossa sociedade actual.
Sendo mais comum em casos de mulheres adultas, pode afectar indistintamente crianças, adultos e idosos de ambos os sexos e de todos os estratos sociais. O indivíduo cleptomaníaco não rouba por necessidade (pois a maioria dos sujeitos pertence a classes sociais abastadas), nem os objectos costumam ser para uso pessoal. O problema centra-se ao nível do controlo dos impulsos, isto é, o sujeito desenvolve uma enorme tensão quando se encontra em face de um objecto estimulante, que o leva a cometer o furto. Muito embora este seja entendido como algo errado e sem sentido, o sujeito não é capaz de se conter.
Desengane-se quem pensa que estes indivíduos só roubam objectos de elevado valor monetário. Pelo contrário, sujeitos cleptomaníacos têm tendência a furtar objectos de baixo valor, normalmente pequenos e brilhantes. Quando finalizado o acto, o sujeito costuma sentir satisfação e um alívio gratificante. No entanto, sentimentos de culpa e depressão podem também ser uma eventual consequência.
Após o roubo, o sujeito pode devolver disfarçadamente os objectos, deitá-los fora, guardá-los ou presentear alguém. O acto não é premeditado, nem conta com a participação de outros elementos. O sujeito pode ou não ter em consideração as eventuais repercussões que podem advir do roubo. Não obstante, normalmente em casos de poder ocorrer uma detenção imediata o sujeito pode suprimir a tentação de roubar. Ainda assim, indivíduos cleptomaníacos envolvem-se frequentemente em situações de prática ilegal.
Psiquiatras e psicólogos podem ser chamados a depôr e se a Cleptomania for diagnosticada atempadamente, sendo provável que ocorra uma diminuição da pena que o sujeito deveria cumprir. Dependendo do grau da doença, o indivíduo pode ficar isento de culpa, sendo re-encaminhado para tratamentos psiquiátricos. No entanto, este é um processo árduo e por vezes o sujeito acaba por ser condenado pela simples concreticidade do seu acto, assemelhando-se erroneamente a um ladrão.
A escassa informação que a sociedade em geral detém acerca desta perturbação, faz com que ela ainda seja encarada de uma forma bastante preconceituosa e negativista. Tanto a família como os amigos, quando surpreendem um indivíduo adulto a roubar têm tendência a repreendê-lo pela situação.
É bastante difícil a aceitação da doença, tanto para o próprio sujeito, como para aqueles que o rodeiam. No entanto, a repetição destes actos pode levar os sujeitos a considerarem a possibilidade de uma eventual perturbação. Família e amigos devem apoiar incondicionalmente o sujeito e incentivá-lo a procurar ajuda junto de profissionais especializados.
Ainda assim, a recusa de tratamento é bastante comum, uma vez que implica a exposição do caso, que ainda se encontra envolto de variados estigmas sociais e repercussões jurídicas. Desta forma, há já alguns sujeitos que se servem da Internet como seu terapeuta electrónico, uma vez que criam blogs a relatar os seus próprios casos. A divulgação da doença através de novelas fez aumentar o número de pessoas que procuraram ajuda. Não obstante, casos de sucesso ao nível do tratamento não são muito comuns, mas é importante incentivar o doente a continuar a terapia sob a intenção de se tentar manter os sintomas cleptomaníacos sobre controle.
:
Psicóloga às 13:49
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2 comentários:
De eve a 16 de Janeiro de 2011 às 11:26
Ola eu preciso de ajuda, é dificil admitir isso mas eu sou cleptomaniaca! eu comecei aos 19 anos pegando estojos na biblioteca da faculdade, eu tenho uma coleção deles, e quando via um que eu queria eu perdia a concentração e ficava inquieta até consegui-los, o que me dava uma enorme satisfação, depois eu me culpava e pensavanas pessoas que ficaram sem seus objetos. Ha alguns meses eu passei a fazer isso em lojas, e então ontem eu fui pega em uma grande rede de hipermercados,o gerente me fez passar por uma grande humilhção, pelo menos ele não me denunciou! depois dedevolver as coisas eu pensei no porque eu havia feito eu nao precisava daquelas coisas maas nao pude evitar, eu pensei em voltar e pedir desculpas mas nao tive coragem, nao sei o que fazer esotu totalmente envergonhada pensei ate em suicidio para evitar que a minha familia fique sabendo disso! vc pode me ajudar? o que eu faço?
De Durcy a 11 de Abril de 2011 às 14:15
Gostaria, não só de comentar, mas obter algumas informações a mais, se possível. Se pode me responder a curiosidade que tenho sobre o assunto. Como , e porque, começa esse problema, qual a mais provável causa desse comportamento, tenho uma teoria, mas não sou académica , apenas uma observadora do comportamento , humano, não para criticá-las, mas para tentar ajuda-las e me ajudar também, porque creio que identificando alguns sintomas, em alguém que convivemos..podemos lidar com a sensibilidade necessária , para ajuda-la sem diagnostica-la, é claro!, apenas, para saber como lidar. Fico grata se obtiver uma resposta, pois esse site me ajuda muito, obrigada .

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